O que acontece em 2017, fica em 2017. Quer dizer, nem tudo.

Não dá pra falar de 2017 sem soltar um palavrão. Porraaaaaaaaaaa, que ano difícil! Que ano duro! Que ano foda! Que ano do cara#%&$#)@!!! Pra mim não foi só um ano, foi uma mistura de montanha-russa (ou roleta-russa nos piores momentos) com novela mexicana e filme de Nelson Rodrigues. Tudo junto e misturado.

Eu sei que eu deveria apenas agradecer por todo aprendizado e por todos os momentos bons que houveram (que não foram poucos também) e principalmente pela minha saúde e de toda a família (porque sempre isso é o suficiente pra dizer obrigada mil vezes); mas até minha parte mais Poliana e que só enxerga o lado bom das coisas ficou completamente abalada. Beeeem abalada.

Esse lance da entrada de Saturno, com Mercúrio retrógrado, com trezentos eclipses no signo de Leão vieram como um tsunami, seguido de um terremoto e finalizando com o furacão Irma. Drama queen? Sou, eu sei. Mas gente…. gente…. gente.  Eu, por um momento, cheguei ao fundo do poço. Posso dizer que meu poço é bem raso (obrigada, senhor), mas acho que passei uns bons dias ali, na pontinha do pé tentando respirar. Saí viva, mas bem molhada e quase com pneumonia.

No final do ano, quando o cara lá de cima, falou “ok, já deu, você já aprendeu o que precisava, agora vou te dar um alívio porque afinal de contas você merece”, eu decidi fazer aquelas varreduras na vida, nunca feita antes na história desse país. Joguei pro alto tudo que não estava me fazendo bem: trabalho, pessoas, apegos, maus-hábitos. Limpei tudo, zerei o HD e deixei espaço pro novo, para as mudanças. Detox de vida, saca? E eu falava comigo mesmo: para 2018 eu quero tudo novo, o que aconteceu em 2017, fica em 2017.

Mas acontece que, por incrível que pareça, esse ano que passou foi um ano de muitas, muuuitas realizações. Desde as mais significantes até as mais simples. E eu só consegui me dar conta disso porque eu anotei todos os meus feitos (e com estrelinhas e tudo!).

Eu já contei aqui uma vez que, todo início de ano, eu (e metade do planeta) faço aquela famosa lista de resoluções, com todos os desejos e aquela vontade de conquistar o mundo em 365 dias. É óbvio que sempre eu coloco quase mil itens e não realizo nem 20% deles. Mas foi aí que em 2017, contra tudo e contra todos, posso dizer que quase gabaritei a listinha! Comecei com muita atitude no primeiro trimestre, dei aquela perdidinha básica no meio com direito a #quemsoueu #ondeestou, mas no final mandei ver. Corri uma prova de obstáculos, corri uma prova de 10k, fiz experiências diferentes com minha família, vi neve depois de mais de vinte anos, conheci um país novo, vi de perto não apenas uma, mas DUAS das sete maravilhas do mundo novo, realizei novas experiências sexuais (hummm… safadhenha!), aprendi violão (quer dizer, não aprendi porque eu sou muito ruim, mas fiz seis meses de aula), acampei com a minha filha, paguei minhas dívidas (caracaaaaaa!) … and…. escrevi um blog.

Cara, eu escrevi um blog! EU ESCREVI UM BLOG!!!

E com ele eu aprendi que escrever é uma delícia, uma terapia. Principalmente para uma leonina que tem um prazer enorme de falar de si mesma, falemos a real. Terapia, sem custo, o que é melhor.

E com ele eu me reconectei com muita gente que era distante e que de repente se aproximou porque curtiu o que estava escrito aqui.

E com ele eu conheci gente nova, de perto, de longe, e que hoje posso trocar ideias e compartilhar ideais.

E com ele eu quase morri de emoção cada vez que via que tinha gente lendo meus textos na India, na Turquia, na Australia, no Japão, nos Estados Unidos, Inglaterra, e juro, até na Costa do Marfim. Cara, pode parecer pouco, mas pra mim é muito. Eu fico lá em cima das nuvens, de mãos dadas com meu ego, feliz da vida.

E com ele eu pude expressar algumas opiniões, levantar bandeiras, tentar fazer um pouco de diferença. Com ele eu pude tratar de assuntos que deveriam ser naturais (e que eu não entendo porque não são) com leveza e humor.

E com ele eu pude rir bem alto de mim mesma, meu passatempo favorito.

E é claro que com esse blog eu despertei muita coisa ruim em gente que tem a cabeça, digamos assim, “fechadinha”. Ouvia, às vezes, através de outros (como sempre acontece), comentários maldosos. Aaaah, gente, façam-me o favor! Entrem na fila! Convivi com isso a vida inteira… Algumas vezes dói, é claro, mas já estou bem calejada. Não percam seu tempo, ou percam, se vocês não têm algo melhor para fazer com ele.

Mas enfim, o que dá pra dizer disso tudo é que: nem tudo o que foi feito em 2017 ficou por lá. Porque o que é bom e me faz bem, tenho a obrigação de trazer comigo. Ou seja, estamos em 2018 e esse blog vai continuar, miagenteeeee!

Esse novo ano promete tanta, mas tanta coisa. Que Deus me dê saúde e energia pra poder viver tudo que se há pra viver e ainda poder mostrar aqui. Mesmo que seja só pra mim mesma. Só pro meu prazer (como diria Cazuza ou os Heróis da Resistência – olha aí a piada pronta do blog que resiste a tudo…).

Vem 2018! Veeeeeem! Porque a gente quer produzir muito texto, contar muita história, viver loucamente e ser profundamente feliz. Pode isso, produção? Pode, sempre pode.

Feliz ano novo, meu povo.


P.S 1: 2017, meu sincero obrigada, apesar de tudo. Mais do que nunca consigo enxergar agora que você foi uma locomotiva descarrilhada, mas cheguei no destino feliz, com sorriso no rosto e a jornada foi emocionante e fantástica.


P.S 2: apenas pra constar o que não fiz na minha lista…

1) Não emagreci aqueles quilos todos… não cheguei nem perto, na verdade. Desencanei por hora.

2) Não li alguns livros, mas li outros, então tá tudo certo.

3) Não voltei pros tatames e nem me inscrevi na aula de dança, o que já passei imediatamente pra 2018.

4) Não consegui me aprofundar espiritualmente em nada. Erro grave. Talvez se tivesse feito isso 2017 teria sido melhor compreendido por mim. Ou doído menos.

5) Não consegui conhecer Paraty. Mas que raios que eu não consigo conhecer essa cidade!!! Entra ano e sai ano e eu simplesmente não vou. Eu tenho a maior vontade, mas ela se encontra pessimamente mal localizada o que prejudica qualquer logística. Longe demais de São Paulo, longe demais do Rio, e só um pulo de Ubatub. Mas quem consegue sair de Ubatuba quando tem aquele trânsito infernal???

6) Não emagreci aqueles quilos todos… não cheguei nem perto, na verdade. Mas também não estou plena me aceitando como eu sou. Desencanei por hora. Dos dois.

Vamos pros próximos! Yeaaaah!

Escrito por

Oi! Sou Ana Ferrari.  Produtora de eventos, de filha bonita, de situações ridículas e de trapalhadas aleatórias. Especialista em perder coisas, fazer besteira, viver a vida e dar risada de si mesma.  PHD em crises existenciais que chegam antes dos 40 anos. Paulistana convicta com coração carioca. Leonina até dizer chega. Nem de direita, nem de esquerda. Interessada em igreja, centro, templo e terreiro. Experiente no luxo, no lixo e na luxúria, com vivência no erudito e no popular. Praticante de artes marciais, degustações de café, vinho e seriados. Aprendiz de escritora, de viajante e de violonista. E agora, de blogueira. ​ Pode isso, produção???

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