Meu nome é Dani e aqui não tem só produção.

Já faz tempo que falam por aí do “homão da porra” e eu mesmo já fiz um post sobre isso. Todo mundo sabe quem é…. E “mulherão da porra”? Porque não tem uma? Porque não tem como eleger apenas uma. São várias, milhares, e estão por aí a cada esquina e eu tenho a honra de conhecer muitas delas.

Não, não, isso não é um texto com “discursinho feminista”… Isso é só uma exaltação às mulheres incríveis que nós vemos por aí e que dão a cara à tapa e bancam a personalidade que têm. Porque isso, meu amigo, não são todas, podes crer.

E eu vou puxar a sardinha pro meu lado, falar das mulheres que arrasam por aí fazendo evento, virando noite, fazendo mágica… Pode isso, produção? Pode!

Eu comecei essa série de textos contando aqui sobre uma amiga produtora que postou fotos sensuais dela na internet esse mês, e que foi, simplesmente, um arraso. Botou o carão pra jogo e se transformou na personificação da autoestima. Linda. De todas as maneiras. Sim, Rachel foi a inspiradora da ideia de homenagear produtoras maravilhosas, mas, na verdade, já tinha tido uma pioneira nesse meu mundinho que, no ano passado, botou pra jogo não só o carão, mas também o peito, a bunda, os pés, as tatuagens, o estilo e a atitude. E essa aí, mermão, é caisxxxca grossa. Com muito prazer, apresento a vocês: Dani.


Nunca trabalhei com a Dani. Ela trabalhou na mesma agência que eu, mas nos conhecemos através das flores, olha que poético (sim, eu produzo eventos and arranjos de flores – multitalentos, gente, tá pensando o quê?). Ela gostava dos buquês que eu fazia, era minha cliente, e trocamos poucas e gostosas mensagens nessa vida. Até que um dia ela resolveu postar fotos dela muito, muito, muito sensuais na internet, com um texto lindo explicando o porquê daquilo (porque mulher sempre precisa ficar se explicando o tempo todo, e mesmo assim ainda é mal-interpretada 95% das vezes). Era um texto que falava sobre a “deserotização” (existe essa palavra ou eu acabei de inventar?) do nu. Ela explicava que queria apenas mostrar que o nu é natural, é bonito, e não devia ser visto como algo pejorativo. A ideia era que se as pessoas passassem a enxergar a nudez com naturalidade, os assédios seriam cada vez menores. Foi o início de um movimento de conscientização e também de aceitação. Aceitação do outro, e aceitação de si mesma, com todas as imperfeições e defeitinhos e rugas e celulites, etc… Uma iniciativa bonita de se ver.

Uau! Fui impactada. Puta texto. Puta atitude. Puta coragem. Puta ensaio. Puta corpo. Na mesma hora comentei o post aplaudindo muito. E tinha muitos comentários bons ali, de gente parabenizando, dando a maior força, numa corrente de admiração.

Só que nem tudo são flores, né, miagente??? Eu tenho um modo Poliana de ver a vida e sempre acho que as pessoas são boas (prefiro ter o benefício da dúvida, pelo menos), e vivo quebrando a cara com certa regularidade… e mesmo assim não aprendo (ai que burrrra, dá zero pra ela, professora – falo isso pra mim mesma dia sim, dia não). Mas a grande verdade é que, pasmem: seres-humanos são cruéis. São julgadores. São inseguros. E se amedrontam e revidam qualquer gesto que seja diferente da maioria.

Descobri agora, conversando com ela, que Dani sofreu todo tipo de julgamento e retaliação por se expor. Perdeu oportunidades de trabalho (isso porque as agências de publicidade e eventos são supostamente um ambiente aberto e “prafrentex”, como disse um dia minha mãe). Perdeu supostos amigos de redes sociais que a bloquearam (o insulto-mor da nossa época). Recebeu críticas da família, olhares estranhos, piadinhas machistas e ridículas, comentários maliciosos de homens que acreditam que ela se colocou numa vitrine à disposição para quem quiser… Enfim, sentiu todas as consequências de incomodar alguém. Foi um baque. Daqueles que por mais que você banque quem você é, acaba sendo difícil de aguentar e sustentar aquela posição. Dani sucumbiu e retirou o post do ar.

Uau!! Fui impactada outra vez. Agora por essa história, que não agredia ninguém, mas que teve tanta agressão como retorno. Vendo pelo lado bom, como Poliana convicta que sou, penso que foi uma seleção natural de quem ter ou não ter ao seu lado, não é mesmo? Sai quem não soma, fica quem agrega e multiplica. Isso é uma dádiva, se pensarmos bem. Numa só tacada ela não se escondeu do mundo, tentou acrescentar algo genuíno a ele e ainda se livrou de quem só quer o mal dos outros. Doeu, com certeza, mas foi uma tacada de mestre. Prova de que ela além de ter uma bunda espetacular, também tem neurônio de sobra.

Com toda essa história, eu achei que Dani jamais aceitaria meu convite para ter suas fotos no meu blog… afinal não é fácil encarar uma exposição de novo… Mas foi aí que fomos surpreendidos novamente, miagenteeee! Ela disse siiiim! E eu perguntei:

“Você quer que eu escolha as fotos mais tranquilas para não ter problema?”
“Não! Pode colocar todas!!! Eu amei cada uma delas, tenho o maior orgulho desse ensaio e já quero fazer outro. E agora, ainda mais pesado.” PÁAAAAAAAAAAAAAH!

Quiseram acertar com uma pancada, mas levaram uma surra de atitude. Toma, toma, toma!

E agora, senhoras e senhores, para vocês, as fotos que passaram pelo Facebook fazendo mais estrago que o furacão Irma (ainda não consigo entender o porquê, juro). Apreciem sem moderação.

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Importantíssimo: essas fotos fodásticas são de Rafael Ambrósio e foram parar até em exposição na França. Oui oui, mon cheri! Porque a coragem da Dani ganhou o mundo, meu beeeem! E agora ela também vai ganhar o mundo de novo porque esse blog tem leitores até no Japão, tá? (sim, tenho duas amigas que moram lá! ;P)

Escrito por

Oi! Sou Ana Ferrari.  Produtora de eventos, de filha bonita, de situações ridículas e de trapalhadas aleatórias. Especialista em perder coisas, fazer besteira, viver a vida e dar risada de si mesma.  PHD em crises existenciais que chegam antes dos 40 anos. Paulistana convicta com coração carioca. Leonina até dizer chega. Nem de direita, nem de esquerda. Interessada em igreja, centro, templo e terreiro. Experiente no luxo, no lixo e na luxúria, com vivência no erudito e no popular. Praticante de artes marciais, degustações de café, vinho e seriados. Aprendiz de escritora, de viajante e de violonista. E agora, de blogueira. ​ Pode isso, produção???

10 comentários em “Meu nome é Dani e aqui não tem só produção.

  1. Parabéns Ana Ferrari. Sem muitos comentários, acho a Dani uma mulher de muita atitude e acredito que muitos criticaram pelo simples fato de não conseguirem fazer o mesmo! (Independente do gênero) (Pura inveja e falso moralismo). Seu texto está excelente! E se eu fosse a Dani colocava todas as fotos no face de novo, com a frase do momento “aceita que dói menos” .

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    1. Exatamente. Eu não entendo porque o mundo retrocede tanto, isso me dá uma angústia, um desgosto. Mas o que não dá pra fazer é se esconder por causa dos outros. É duro, tem dia que bate pesado bancar uma personalidade forte, mas a gente seria muito mais dura conosco, se a gente se anulasse. Então vamos trabalhando devagar, como formiguinhas que vão se unindo uma a uma. Uma com o poder da foto, outra com desenho, outra com palavras, outra com curtidas. Cada um usando a arma que tiver, mas nunca se escondendo.
      Ela é incrível! Pra Dani toda a minha admiração.

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    2. Ju!!! Sua linda! 💚 Obrigada pelas palavras, logo menos vou fazer um novo ensaio e aí sim publico tudo de novo. E com o “aceita que dói menos”…
      Você é uma mulher incrível, dessas que nos inspira ! Beijão!!

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  2. Parabéns à Dani pela atitude e pelas lindas fotos e parabéns à vc por trazer o assunto e valorizar o que deve ser valorizado!!!! As pessoas andam muito estranhas, postar discursos de ódio, compartilhar notícias de tragédias e afins tem menos repercussão do que um post de uma linda jovem que só tem coisa boa para mostrar!!!!!! Amei!!!!!

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  3. Aaaah que maravilhosidade será quando as pessoas olharem mais pro espelho do que pro quintal do vizinho… Que incrível será o dia em que o EU SOU for mais importante do que o EU QUERO.
    Honrada e abençoada por Deus EU SOU, por ter amigas como a Dani, a Aninha, a Thais, a Nicole…… e todas essas mulheres fodásticas na minha vida que vivem na busca diária pelo SER. Lhes amo!

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