Baseado numa história real

Sabe no que eu piro??? Filme bom com história verídica.
É uma total piração pra mim.
Porque simplesmente chega ao fim na tela, mas na minha cabeça ele continua lá…. Fico pensando na história, refletindo sobre aquele assunto, me inspirando… por horas, por dias… THE END? Que “the end” que nada! Quero saber o que aconteceu depois, quero googlar, ver como era a cara da pessoa “na real”, saber mais detalhe, escarafunchar merrrmo… porque não basta a pessoa ter feito algo inspirador e relevante, ela fez um lance na vida tão f&d# que fizeram um filme sobre isso. E ainda um filme bom. Um filme bom que vai reverberar na vida de um monte de gente. Legado bom pracarai, né?
Daí eu entro meio em crise… Porra, eu não consigo sequer fazer alguma coisa que seja absurdamente sensacional pra mim, quanto mais pros outros… Crise. Drama. Eu.
Mas porque falar disso agora? Porque esse final de semana eu vi o filme “Até o último homem” dirigido pelo Mel Gibson e interpretado pelo Andrew Garfield (aquele do Espetacular Homem-Aranha). Ok, eu sei, estreou em janeiro e não é novidade, mas vi só agora na TV mesmo. A história é sobre um menino de família problemática e violenta e que se alista na Segunda Guerra e se recusa a carregar uma arma, indo numa contramão total do que uma guerra impõe. Muita fé, muita fidelidade aos seus valores, muita coragem, muita lição de vida, muito tudo. Filmaço.
E aí você fica enlouquecida com a história, vai lá no Google pesquisar sobre a guerra, fazer uma linha do tempo mental e começa a pensar no porquê da guerra, no porquê dessa violência, no porquê da vida e não te resta mais nada a fazer a não ser abrir uma garrafa de vinho.
Dica: já assista o filme com a taça de vinho na mão e pule todas essas etapas acima.
P.S com mais dica (aviso de pequeno spoiler):
Quem já viu o filme, viu que a treta acontece mesmo em Okinawa no Japão e viu o que acontece naquela pobre cidade. Agora corta pro Multishow, programa de viagem Pedro pelo Mundo – essa temporada tem um episódio que ele vai para essa ilha que ainda vivem ainda (depois de 60 anos!!!) 20 mil soldados americanos, que influenciaram total nos costumes de lá, na forma de pensar e agir, que é totalmente diferente dos japoneses. Uma loucura.
E daí você vê uma cidade linda e impecável que parece que não sofreu nenhuma “agressãosinha” sequer nessa vida. Recuperação de primeiro mundo…
Aí você pensa: “E se fosse no Brasil…” – e abre outra garrafa.

Escrito por

Oi! Sou Ana Ferrari.  Produtora de eventos, de filha bonita, de situações ridículas e de trapalhadas aleatórias. Especialista em perder coisas, fazer besteira, viver a vida e dar risada de si mesma.  PHD em crises existenciais que chegam antes dos 40 anos. Paulistana convicta com coração carioca. Leonina até dizer chega. Nem de direita, nem de esquerda. Interessada em igreja, centro, templo e terreiro. Experiente no luxo, no lixo e na luxúria, com vivência no erudito e no popular. Praticante de artes marciais, degustações de café, vinho e seriados. Aprendiz de escritora, de viajante e de violonista. E agora, de blogueira. ​ Pode isso, produção???

2 comentários em “Baseado numa história real

  1. amei…
    eu sou assim tb. Aconteceu com crepúsculo (ok eu tinha quase 40, mas aconteceu e apesar de não ser uma hist verídica eu senti uma coisa louca. Agora falando sério: sabe o filme O Impossível? Então, eu fiquei mal pra caramba, pq percebi que eu morreria na hora, quis fazer musculação na hora e viver algo realmente poderoso. De certa forma, passou sim um tsunami na minha vida… sem água. Será que posso fazer um filme. vc vai chorar, eu sei!

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